
Esta é a imagem actual, (Google), do ex/quartel das nossas tropas em Nova Lamego, do quartel existe o quadrado, onde havia minas, hoje há casas, inclusive nas traseiras onde vi incontáveis vezes o por do sol.
...CONTINUANDO.
Reforço foi o único que fiz, quando cheguei a Bissau depois de umas férias merecidas e enquanto aguardava transporte para casa (Nova Lamego). fui brindado com um piquete nos Adidos, emprestaram-me uma FN e lá fui dar uma volta de Unimog 411 junto ao arame farpado que rodeava Bissau.
Depois deste atalho voltamos ao dia a dia.
No dia seguinte fomos apresentados ao Alf. TRMS Pinto Ferreira, homem do Porto, excelente pessoa, nunca chateou ninguém pelo menos durante o tempo que estive a trabalhar com ele, ainda não o disse mas este Bcav. 3854, já estava na Guiné quando da nossa chegada à 12 meses e 5 dias, fomos distribuídos entre o posto radio e o centro de mensagens, na proporção do Pelotão dos velhinhos, inicialmente fui para o rádio, aquilo nada tinha a ver com a especialidade, tirada em Lisboa no BC 5, o que nesta aprendemos foi para esquecer, reaprendemos tudo de novo e para isso nada melhor do que pessoal com prática, muita, ao 3º dia logo pela manhã quando entrava-mos no centro de trms, perguntaram quem se chamava Santos, respondi, e enviaram-me para o centro de msg, ficava na sala ao lado, por troca do camarada Vasco que segundo me foi dito não se tinha adaptado, ainda não estava completamente esquematizado com o posto radio e já me mandavam para outro serviço que nada tinha haver, mas era preciso aprender e depressa, para isso tive os ensinamentos do homem que fui render assim como dos 3 homens do Bat. que compunham a equipa de 4 operadores de mensagens, foi só necessário aprender o método de trabalho, os códigos não era preciso encaixar porque mudavam de 11 em 11 dias enviados para todo o CTIG, metodicamente pela cheret em Bissau.
Após a sobreposição, o Pel. rendido 2267, marchou para Bissau para regressar a casa, e como outras vezes a cena repetia-se, ficávamos com inveja de não sermos nós, mas aos poucos tudo voltou ao que seria a rotina. Para mim no centro de msg, 8 horas de serviço descanso de 24 e assim sucessivamente, uns dias depois estava na caserna com alguns camaradas e de repente um barulho enorme, maior talvez do que a saída de morteiro que essas já eu conhecia do IAO, pegar na arma e saltar para a vala não me lembro como, só sei que já la estava com o coração a querer saltar pela boca quando outro disparo é ouvido e nós a olhar para o mato e nada, até que o telefone do posto do morteiro ali ao lado da caserna toca e anunciam que não era nada tinha sido um teste de canhão sem recuo mandado executar pelo Hitler, para assustar os piras do Pel. Daimler 8670, que tinha chegado nesse dia, para render o 3006, mas, acabou por assustar também os Morteiros, fez, o hoje chamado 2 em 1. Só para completar, o teste foi feito dentro do quartel no espaldão onde estava estacionado o Willes com o canhão montado, resultado além do cagaço, dois bidons cheios de terra amolgados como se estivessem vazios e grande parte dos vidros das janelas da messe de sargentos partidos.
ÁS 00,10 de 07 Setembro ouvi pela 1ª vez as saídas do foguetão terra/terra 122 mm, os impactos, felizmente erraram, mas, estrondo e o clarão foram logo de seguida ouvidos e vistos, a partir daí pensei para os meus botões, "afinal isto è a sério", os foguetões não eram muito certeiros pelo menos para o meu lado, mas, que desmoralizavam disso fiquei sem duvidas.
.continua...
Depois deste atalho voltamos ao dia a dia.
No dia seguinte fomos apresentados ao Alf. TRMS Pinto Ferreira, homem do Porto, excelente pessoa, nunca chateou ninguém pelo menos durante o tempo que estive a trabalhar com ele, ainda não o disse mas este Bcav. 3854, já estava na Guiné quando da nossa chegada à 12 meses e 5 dias, fomos distribuídos entre o posto radio e o centro de mensagens, na proporção do Pelotão dos velhinhos, inicialmente fui para o rádio, aquilo nada tinha a ver com a especialidade, tirada em Lisboa no BC 5, o que nesta aprendemos foi para esquecer, reaprendemos tudo de novo e para isso nada melhor do que pessoal com prática, muita, ao 3º dia logo pela manhã quando entrava-mos no centro de trms, perguntaram quem se chamava Santos, respondi, e enviaram-me para o centro de msg, ficava na sala ao lado, por troca do camarada Vasco que segundo me foi dito não se tinha adaptado, ainda não estava completamente esquematizado com o posto radio e já me mandavam para outro serviço que nada tinha haver, mas era preciso aprender e depressa, para isso tive os ensinamentos do homem que fui render assim como dos 3 homens do Bat. que compunham a equipa de 4 operadores de mensagens, foi só necessário aprender o método de trabalho, os códigos não era preciso encaixar porque mudavam de 11 em 11 dias enviados para todo o CTIG, metodicamente pela cheret em Bissau.
Após a sobreposição, o Pel. rendido 2267, marchou para Bissau para regressar a casa, e como outras vezes a cena repetia-se, ficávamos com inveja de não sermos nós, mas aos poucos tudo voltou ao que seria a rotina. Para mim no centro de msg, 8 horas de serviço descanso de 24 e assim sucessivamente, uns dias depois estava na caserna com alguns camaradas e de repente um barulho enorme, maior talvez do que a saída de morteiro que essas já eu conhecia do IAO, pegar na arma e saltar para a vala não me lembro como, só sei que já la estava com o coração a querer saltar pela boca quando outro disparo é ouvido e nós a olhar para o mato e nada, até que o telefone do posto do morteiro ali ao lado da caserna toca e anunciam que não era nada tinha sido um teste de canhão sem recuo mandado executar pelo Hitler, para assustar os piras do Pel. Daimler 8670, que tinha chegado nesse dia, para render o 3006, mas, acabou por assustar também os Morteiros, fez, o hoje chamado 2 em 1. Só para completar, o teste foi feito dentro do quartel no espaldão onde estava estacionado o Willes com o canhão montado, resultado além do cagaço, dois bidons cheios de terra amolgados como se estivessem vazios e grande parte dos vidros das janelas da messe de sargentos partidos.
ÁS 00,10 de 07 Setembro ouvi pela 1ª vez as saídas do foguetão terra/terra 122 mm, os impactos, felizmente erraram, mas, estrondo e o clarão foram logo de seguida ouvidos e vistos, a partir daí pensei para os meus botões, "afinal isto è a sério", os foguetões não eram muito certeiros pelo menos para o meu lado, mas, que desmoralizavam disso fiquei sem duvidas.
.continua...

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