E foi assim que passei a ter pela primeira vez na minha vida uma lavadeira externa, porque até essa data, incluindo 9 meses de tropa na Metrópole, e desde que nascera tinha sido sempre a minha mãe.
A Rosa, era uma bajuda Fula com 14 anos, pequena como a idade, tímida mas, muito competente com a minha roupa, foi minha lavadeira só uns meses porque entretanto seguiu o destino de qualquer bajuda da sua etnia, foi vendida, a um homem grande de Piche, (ou já estava à muito?), esta palavra é dura mas verdadeira e penso que ainda hoje acontece, tenho esperança que não seja tanto como naquele tempo, o nada, seria óptimo para aquelas meninas. Quando a voltei a ver uns meses, aconteceu só uma vez, parecia uma velha, e não a adolescente jovial e alegre que era... lembro ter ficado bastante chocado.
Portanto como a vida continuava, tratei de assegurar os serviços de outra e depois outra, não sei porquê mas ao todo foram seis, a ultima até arranjou peças de roupa para a troca, como é habito dizer-se, para que nada falta-se no espólio o que de facto aconteceu quando o fiz em Lisboa no RAL 1 na Encarnação no dia 1 de Agosto de 1974, quando pediam determinada peça entregava quase tudo a mais. A Rosa era diferente o pouco tempo de lavadeira da minha roupa nunca faltou nem sobrou peça, foi a minha preferida e eu até fazia visitas à morança a família era numerosa como era normal, com eles aprendi alguns dos seus costumes, tenho algumas fotos com elementos da sua família entre eles algumas crianças de quem gostei e sempre protegi, não me lembro de visitar as outras lavadeiras e nem sequer sabia onde moravam.
Trouxa de roupa para a lavadeira, Rosa.
Continua.....

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